Honra e Gloria aos que tão novos lá deixaram a vida. Foram pela C.C. S.-Manuel Domingos Silva!C.Caç. -1558- - Antonio Almeida Fernandes- Alberto Freitas - Higino Vieira Cunha-José Vieira Martins - Manuel António Segundo Leão-C.Caç-1559-Antonio Conceição Alves (Cartaxo) -C.Caç-1560-Manuel A. Oliveira Marques- Fernando Silva Fernandes-José Paiva Simões-Carlos Alberto Silva Morais- Luis Antonio A. Ambar!~


O Batalhão de Caç. 1891.. Cumprimenta com Amizade,todos os que visitam esta página..Forte abraço.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Guerra Colonial, 04 de Fevereiro de 1961!


Fez na próxima sexta- feira 50 anos que começou a guerra colonial em Angola.

Um grupo de homens armados atacou algumas esquadras da policia e prisões em Luanda, matando seis policias e um militar do exercito português.
No mês de Março seguinte, no norte de Angola centenas de fazendeiros, mulheres e crianças foram massacrados.Por cá a população colava o ouvido aos rádios para saber noticias de Angola.
As tropas portuguesas só começaram a desembarcar em Luanda no principio de Maio de 1961.
Aqui começou uma guerra que se estendeu depois à Guiné e Moçambique, nas quais foram sacrificados milhares de jovens, durante 13 intermináveis anos.
Da propaganda do então governo de António Oliveira Salazar ficou esta celebre frase: Para Angola ...rapidamente e em força. E este hino tocado milhares de vezes na então Emissora
Nacional!....


Aqui vai o hino : Angola é nossa!


video
Alvalade-1558

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O ULTIMO ATAQUE A MIANDICA !


Fiz parte do último grupo da Companhia Caçadores 1558 que foi destacado para Miandica.
Não vale a pena descrever as más condições, a todos os níveis, que lá passámos nos 3 meses que durava o destacamento, pois isso é do conhecimento de uma grande parte dos ex-militares que compunham o Batalhão de Caçadores 1891. Desde a falta de comida, correio, por vezes munições e tabaco, que foi muitas vezes a nossa única companhia.
Mas vou descrever um episódio, o último naquele lugar longe de tudo.
No dia 25 de Fevereiro de 1968, estava para chegar o novo grupo de combate que nos ia substituir, para podermos regressar a Nova Coimbra já que o nosso tempo de comissão estava a terminar.
Antes da chegada, combinado com todos os elementos, o alferes Quintas, que substituiu o alferes Sancho por ter sido ferido em combate, resolveu pregar uma partida aos “Checas”, trocando todos os postos, tendo ele passado a soldado e cabendo a mim o galão de alferes.


Quando chegaram os novos, depois de termos recebido as instruções para o novo desempenho de funções, dirigi-me ao graduado que comandava os “Checas” e apresentei-me como sendo o alferes Quintas.
Depois de uma curta conversa, comecei a mostrar as instalações, que eram fáceis de visitar, pois quase nada havia.
Andei por cima da barreira que nos protegia, com o já citado novo comandante, explicando-lhe quais as zonas consideradas mais perigosas e de possíveis ataques.
Passado algum tempo e conforme já previamente combinado, separei-me por uns momentos do meu interlocutor e rapidamente voltámos aos respectivos postos, coloquei os meus óculos escuros, graduados, para não ser facilmente reconhecido e então o verdadeiro alferes Quintas tomou o seu posto e foi ter com o seu homologo, contando-lhe a brincadeira a que tinha sido submetido.
Eu fui ter com o meu colega enfermeiro que me ia render e entabulei então a conversa normal de mais velho para mais novo, dizendo-lhe que a zona era perigosa, sujeita a ataques, que ainda não tínhamos tido nenhum por sorte, e que a vida ali era muito dura.
Recebi como resposta “isso é conversa de velhos para nos meterem medo, pois em Nova Coimbra disseram-nos que havia muitas minas pelo caminho e nada nos aconteceu” .
Cerca das 16.50 horas, quase mal tínhamos acabado esta conversa, sofremos sim um ataque, como penso ainda não se tinha registado por ali, a partir do mato junto à pista de aterragem, com morteiros, bazucas e canhão sem recuo.
Com a surpresa e porque os novos, segundo penso que foi essa a informação que eles me transmitiram, tinham chegado directamente da metrópole, não tendo qualquer experiencia de guerra, muitos, tiveram como reacção deitarem-se no chão não crendo no que lhes estava a acontecer.
Coube-nos a nós, velhos, rechaçar o ataque, e não me esqueço daquele acto do nosso colega, que não me lembro o nome mas a alcunha “França” que saltou para cima da barreira de protecção e a descoberto, com raiva descarregou os carregadores da G3 para a zona de onde provinha o ataque.
Mas, infelizmente a primeira granada que é disparada pelo inimigo cai dentro do acampamento e mata o meu grande amigo Fernandes, que era o padeiro e que ao sentir o ataque desloca-se á barraca que nos servia de abrigo, buscar a G3 e quando ia para a barreira foi atingido, ficando com a cabeça quase desfeita, (o Fernandes está na foto anexa a almoçar e com uma caneca na mão.

Mas o pior estava para acontecer, como o ataque tinha sido perto das 17 horas, e o inimigo também sabia, a aviação já não nos podia socorrer, embora tenha sido pedida a evacuação via rádio, ainda a 25 de Fevereiro.
No dia 26 de manhã, apareceu o helicóptero para fazer a evacuação, só que não havia feridos, mas um morto.
O alferes Quintas recebeu como resposta que não evacuavam mortos e que teríamos de o enterrar no mato em Miandica, tendo o mesmo dito que isso não faria, mas o carregaríamos mais de 40 km a corta mato, às costas, até Nova Coimbra, já que íamos regressar no dia seguinte aquele quartel para regressarmos a Portugal.
O comandante da aeronave, penso que tocado no coração, resolveu levar, contra todas as ordens, o corpo para Nova Coimbra.

António Carvalho

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

NÓS ESTIVEMOS EM MARROPINO

Em Novembro de 1966, fui destacado com a minha secção para as Minas de Marropino,que se encontravam na zona de acção da CCAÇ 1558. A nossa presença foi um meio de mostrar às centenas de trabalhadores a presença militar.
Vimos, pendurados nas enormes escavadoras, como o minério era extraído a céu aberto e como ele era seleccionado.Ficámos impressionados com a grandeza da exploração.
Tivemos a oportunidade de conviver com o sr.Pio Cabral, proprietário das minas, que nos tratou excepcionalmente bem, assim como muitos trabalhadores europeus que laboravam nas minas.
Igualmente constatei, que os trabalhadores autóctones tinham condições de trabalho e de vida que não via noutras explorações.
Gostei francamente de lá estar,presumo que foram 15 dias.Guardo de MARROPINO muitas lembranças e saudades.



ZAMBÉZIA EM FOCO - Depois de um ano e meio de paralisação: Tantalite volta a ser explorado

A produção de tantalite, um minério com larga aplicação na indústria electrónica, acaba de ser retomada na mina de Marropino, no distrito do Ile, na Zambézia. Ahttp://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/docs/oficiais/s1/prov-1-13.jpg exploração mineira esteve paralisada durante dezoito meses devido a problemas de gestão da empresa concessionária, a multinacional Highland African Minning Company, Lda.
Maputo, Quinta-Feira, 13 de Janeiro de 2011:: Notícias


A empresa retomou a extracção e processamento do minério em Abril do ano passado. No essencial foi um processamento de resíduos para a produção de tântalo, um metal branco-acinzentado, denso e muito escuro, com larga aplicação na indústria electrónica, principalmente na produção de telemóveis, componentes de geleiras, congeladores e na indústria aeroportuária.

O director-geral, Diocleciano Darsamo, disse à nossa Reportagem que após a reactivação dos trabalhos de extracção e processamento a empresa já exportou 16 mil quilogramas de tântalo.

O jazigo de Marropino tem uma reserva de 500 mil libras concentradas, o que equivale a 250 mil quilogramas de tantalite por explorar. O projecto de extracção foi desenhado, faltando apenas acertar aspectos técnicos para garantir a higiene e segurança no trabalho.

A planta instalada na mina de Marropino tem uma capacidade de processar duas toneladas e meia desta matéria-prima para a produção de tântalo. A região de Marropino localiza-se no posto administrativo de Mulevala e possui outros minerais, como por exemplo o morganite.

Espera-se que dentro de pouco tempo a Highland African Minning Company explore a mina de Morrua, um jazigo rico em tantalite e que se encontra há vinte e cinco anos abandonado.

Entretanto, o Governo tem vindo a insistir para que as empresas que estão a explorar os recursos cumpram com a responsabilidade social para resolver os problemas de infra-estruturas sociais como escolas, unidades sanitárias, entre outras.

Em resposta a este apelo, duas mil pessoas residentes na região mineira de Morrua, distrito do Ile, na Zambézia, contam desde semana passada com um Centro de Saúde com capacidade de atendimento de consultas externas, maternidade e um bloco administrativo. A unidade sanitária vai aliviar o sofrimento da população que percorria trinta quilómetros à procura de cuidados de saúde, como consequência da ausência completa de um estabelecimento do sector para prestar serviços essenciais básicos.

A população de Morrua vai, dentro dos próximos meses, contar com uma nova escola primária completa com sete salas de aulas e um bloco administrativo, construída com material convencional. As duas infra-estruturas sociais foram construídas no contexto da responsabilidade social da empresa Highland African Minning Companny que está a explorar o jazigo de Marropino. no Ile.
Para a construção da escola foram aplicados mais de quarenta mil dólares norte-americanos. O Presidente do Conselho de Administração daquela empresa, Eric Khon, disse no acto de entrega do centro de Saúde ao Governo que a filosofia da empresa é explorar os recursos, mas deixar algo importante que mude a vida das comunidades locais.

* JOCAS ACHAR