Honra e Gloria aos que tão novos lá deixaram a vida. Foram pela C.C. S.-Manuel Domingos Silva!C.Caç. -1558- - Antonio Almeida Fernandes- Alberto Freitas - Higino Vieira Cunha-José Vieira Martins - Manuel António Segundo Leão-C.Caç-1559-Antonio Conceição Alves (Cartaxo) -C.Caç-1560-Manuel A. Oliveira Marques- Fernando Silva Fernandes-José Paiva Simões-Carlos Alberto Silva Morais- Luis Antonio A. Ambar!~
Foto PÊSAMES.



quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Aquartelamentos de Moçambique -Cabo Delgado

   
       







                                    Ancuabe


Companhias Residentes:

1ª/ Batalhão Caçadores 20
Companhia de Cavalaria 755
Companhia de Caçadores 803
Companhia de Caçadores 1569
Companhia de Caçadores 1618
Grupo Especial 604
6ª Companhia de Comandos de Moçambique

<< A História de uma Unidade insere-se necesssariamente, na História das Forças Armadas de um povo generoso e bom que se doou, sacrificando-se até ao sangue, numa missão incompreendida no quadro actual dumMundo em convulsão.
(...) Para os que morreram vai a nossa imensa saudade que o tempo não apagará. Estarão sempre connosco na inquietação de todas as noites.>> (1)

(1) Companhia de Caçadores 1618. Nota de abertura da História da Unidade

                            Antadora
Edifício do Comando da 2ª BCaç 4213/73

Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 2448
Companhia de Caçadores 2442
Companhia de Artilharia  2467
Companhia de Artilharia  2763
Companhia de Cavalaria  3320
Grupo Especial  204
Companhia de cavalaria 3 359

2ª Batalhão de caçadores 4213/73

<< A partir da sua actividade operacional a companhia fez o levantamento das cercas de arame farpado. Procedeu à construção de 12 abrigos, a nível de secção na periferia para servir de casernas às praças e mais oito no interior para alojamento do pessoal e arrecadação de material>> (1)
<<...A par desta cansativa actividade, realizam-se palpaveis melhoramentos no Aquartelamento, tanto para conforto do pessoal (nulo até aí) como para a sua defesa,tais como desmontagens, levantamentos de capos de minas e armadilhas e abrigos contra morteiros e as imprescendíveis valas. 
A água, o profundo problema nestas paragens, é absolutamente imprópria para consumo e higiene corporal, sendo utilizada, apesar disso, para o necessário, por ser impossível resolver o problema. (2)

(1) Companhia de Caçadores 2422 - História da Unidade. (apenas permaneceu 49 dias em Antadora)
(2) Companhia de Caçadores 2448 - História da Unidade.


                                Balama
Um pormenor do antigo aquartelamento visto em 2004
Sessão de Teatro
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores  688
Companhia de Caçadores 1470
Companhia de Caçadores 1568
Companhia de Caçadores 1502
Companhia de Caçadores 1584
Companhia de Caçadores 1671
Companhia de Caçadores 2448
Companhia de caçadores  2665
Companhia de Caçadores 3309
1ª/ Batalhão de Caçadores 20
Companhia de Artilharia 2746
Companhia de Caçadores 3395

<< Durante o período manteve a Companhia uma intensa actividade de patrulhas, reconhecendo itenerários e tendo contacto com a população, sobre a qual exerceu acção psicossocial.
Nalguns espectáculos, quer do grupo da RMM, quer em sessões de cinema, facultou-se o acesso à sede aos autóctones da região,os quais manifestavam o seu agrado pelo que lhe foi dado observar>(1)

(1) Companhia de Caçadores 1584 - História da Unidade 
                                     Chai


O "binómio" Militares/População, sempre presente
Companhias Residentes:

Companhia de Artilharia  560
Companhia de Caçadores de Porto Amélia
Companhia de Artilharia 1513
Companhia de Cavalaria 1602
Companhia de Caçadores 2323
Companhia de Artilharia 2325
Companhia de Artilharia 2328
Companhia de Artilharia 2329
Companhia de Caçadores 2553
Companhia de Cavalaria 2751
Companhia de Artilharia 2763
Grupo Especial 213
Grupo Especial 203
Companhia de Cavalaria 3318
Companhia de Cavalaria 3508
Companhia de Cavalaria 3560
2ª/ Batalhão Cavalaria 8422/73

<< Destacam-se as obras as obras levadas a cabo nesta Companhia, CCAÇ 2323:
Inaugurou-se o primeiro edifício em blocos de cimento destinado a alojar um pelotão. Prosseguiu-se a obra imensa que foi o desterro do antigo paiol. Conclui-se o aproveitamento das águas da chuva para a sisterna da cantina civil>> (1) 
<< No Chai dispõe-se de melhor Estacionamento, mas nem por isso satisfatório. Há que considerar o problema de uma cantina civil encravada na área do Estacionamento, algumas dependências da qual estão ocupadas pelas NT, a CCAV 2751.>> (2)

(1) Batalhão de Caçadores 2837 - História da Unidade
(2) Batalhão de Caçadores 2923 - História da Unidade

                                 Chitolo

Chitolo
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores  592
Companhia de Caçadores 1475
Companhia de Caçadores 1634
Companhia de Caçadores 2305
Companhia de Caçadores 2304
Companhia de Caçadores 2514
Companhia de Caçadores 2702
Vista de Chitolo

Clik aqui para leres o Blog cc2702.eu

<< É de justiça salientar o trabalho realizado pelas Companhias, quer em melhoria do estacionamento, quer em muitas obras novas. Destaca-se a abertura da pista de CHITOLO, cujo mérito, cujos mérito e necessidade nos escusamos de salientar>> (1)

(1) Batalhão de Caçadores 1871 - História da Unidade


Cruz Alta - Serra do Mapé
Vista parcial do Estacionamento

Companhias residentes:

Companhia de Caçadores 2321

Companhia de Artilharia  2386
Companhia de Caçadores 2554
Companhia de Cavalaria  2752

<<Serviu este Estacionamento de tampão ao avanço da guerrilha, para sul do rio MESSALO, durante a operação "NÓ GÓRDIO" (1)
<< O Estacionamento é deficientíssimo, construído por casernas enterradas, havendo apenas um edifício de blocos de cimento. As condições de habitabilidade precisam grandemente de ser melhoradoas.
Na CRUZ ALTA cometeu-se o erro de construir uma captação de água a 8 kilómetros do Estacionamento para abastecer este, a qual foi recentemente destruída pelo IN com explosivos. Não há actualmente abastecimento própria de água, tendo os auto-tanques e carros de água de se deslocar a MACOMIA para abastecimento.
Em 30 de Outubro de 1970, terminou a evacuação da CRUZ ALTA por parte da Compnhia de Cavalaria 2752, que fica estacionada em MACOMIA como Sub-Unidade de intervenção no Subsector>> (2)

(1) Fotobiografia da Guerra Colonial - Edição Círculo dos Leitores
(2) Batalhão de Cavalaria - História da Unidade


Diaca



Companhias residentes

Companhia de Caçadores  606
Pelotão Reconhecimento  836
Companhia de Caçadores 1474
Pelotão Reconhecimento  833
Pelotão Reconhecimento  834
Companhia de Caçadores 1633
Companhia de Caçadores 1711
Companhia de Artilharia  2370
Companhia de Caçadores 2422
Companhia de Artilharia  2719
1ª/ Batalhão Caçadores 15
1ª Companhia Engenharia Moçambique~
Companhia de Artilharia 3505
Companhia de Caçadores 3570
Grupo Especial 217
3ª/ Batalhão Caçadores 4213/73

<< Tendo entrado para um autêntico "bidon-ville", pois de chapa de bidões de gasóleo eram todas as casernas, devotou-se à beneficiação das instalações, a que deu novo e bem melhor aspecto.
Procedeu-se à construção das seguintes edificações: três casernas em bloco de cimento; doze abrigos à prova de granadas de morteiro e um posto de sentinela em blocos de cimento>> (1)

(1) Companhia de Caçadores 2422 - História da Unidade


                                                                               Esposende / Sagal

Porta de armas
Companhias residentes em ESPOSENDE

2º Grupo Art. Campanha de Nampula

Companhia de Caçadores   615
Companhia de Caçadores 1480
Companhia de Artilharia  1600
Companhia de Caçadores 1712

Companhias residentes em SAGAL


Batalhão de Caçadores  729

Companhia de Cavalaria  755
10ª Companhia de Comandos
Companhia de Caçadores  1712
Companhia de Artilharia  2371
Companhia de Artilharia  2453
Companhia de Caçadores  2419
1ª/ Batalhão de Caçadores 15
Batalhão de Artilharia  2918
Batalhão de Caçadores 2918
Companhia de Cavalaria 3318
Companhia de Artilharia 3502
Companhia de Caçadores 4545/73

<< Seguiu-se ESPOSENDE, mais vulgarmente conhecida por SAGAL, onde a Companhia de Artilharia 2371 passou a ter quartel em antigas instalações da Companhia Algadoeira, que dava o nome ao lugar>> (1)
<< Na questão de instalações, a Companhia de Artilharia 1600 foi encontrar um Estacionamento onde nada quase nada faltava. Constituído por vinte e três, amplo arejado, na parte Este do PLANALTO dos MACONDES, onde se podia espraiar a vista sobre o Vale do rio MUERA e do rio SINHEU>>(2)
<< As instalações eram compostas por edifícios heterogéneos que, embora se notasse que foram de boa construção, à data da chegada da Companhia apresentavam-se em estado que rondava o abandono e, portanto, a caminho da ruína. Saliente-se que a quantidade de edifícios é um número elevado, permitindo alojar, à vontade, duas Companhias.
ESPOSENDE ficava circunscrita apenas à parte militar, limitada por arame farpado, sem cantinas civis nem população aldeada>>(3)

(1) Batalhão de Artilharia 2846 - História da Unidade
(2) Companhia de Artilharia 1600 - História da Unidade
(3) Batalhão de Artilharia 2846 - História da Unidade


                           Macomia

Nos primórdios da ocupação de Macomia - CCaç 614
Companhias residentes

Companhia de Artilharia    560
Companhia de Caçadores   614
Companhia de Caçadores   804
Companhia de Caçadores 1584
Batalhão de Caçadores     1907
1ª/ Batalhão de Caçadores    15
9ª Companhia de Comandos
Batalhão de Caçadores     2837
Companhia de Caçadores 2321
Companhia de Caçadores 2304
Batalhão de Caçadores     2881
2ª Companhia de Comandos Moç.
Esquadrão de Cavalaria 1
Companhia de Artilharia 2370
23ª Companhia de Comandos
Companhia de Engenharia  2736
Batalhão de Cavalaria       2923
Companhia de Cavalaria  2750
Companhia de Cavalaria  2752
21ª Companhia de Comandos
Grupo Especial 203
Grupo Especial 213
Batalhão de Cavalaria         3878
Companhia de Cavalaria     3509
6ª Companhia de Comandos Moç.
8ª Companhia de Comandos Moç
Batalhão de Cavalaria 8422/73
3ª/ Batalhão de Cavalaria 8422/73

"Sala" do Soldado e cantina
<< Em MACOMIA ocupa-se a residência destinada ao delegado de Saúde e Hospital ( que nunca foram utilizadas para esse fim), nas quais se fizeram várias adaptações e melhoramentos, alguns dos quais ainda em curso. está acima de tudo deficiente em casernas e melhorada em arrecadações.
É a Comissão Municipal, que mediante contrato, fornece a água ao Estacionamento, mas em condições precárias e quantidades exíguas, pelo que se teve de assegurar um abastecimento mediante depósitos, nas principais dependências do Estacionamento>> (1)

(1) Batalhão de Cavalaria 2923 - História da Unidade

                                Mataca

Hastear da bandeira portuguesa

Companhias residentes

Companhia de Caçadores   2322
Companhia de Caçadores   2555
Companhia de Cavalaria    2750
Companhia de Cavalaria    2752
Companhia de Cavalaria    3507
1ª/ Batalhão de Cavalaria   8422/ 73

<<  O Estacionamento ocupa  uma grande área, limitada por duas casas de alvenaria (uma da SOCIEDADE SAGAL) e outra abandonada por um antigo comerciante que se retiroupara a Metrópole). As casernas são enterradas, necessitando-se melhorar as situações das praças.
Na MATACA foi aberto um poço que tem um motor e uma bomba, mas que dá somente água salobra que só serve para banhos e limpeza. 
No leito seco do regato foi aberto um poço que dá água durante todo o ano, água essa que se encontra cheia de sais, mas que é utilizada para beber e confeccionar comida, apesar de não satisfazer>> (1)

(1) Batalhão de Cavalaria 2923 - História da Unidade

                                  Meluco


Planta do quartel de Meluco
Companhias residentes

Companhia de Caçadores de Nampula
Companhia de Caçadores   1570
Companhia de Caçadores   1670
2ª/ Batalhão de Caçadores 1
5ª Companhia de Comandos Moç.
Grupo Especial 219

Povoação localizada na faixa costeira setrentrional da antiga província de Moçambique. Está ligada, por estrada, à povoação de QUISSANGA, de que dista 118 Kilómetros, e á cidade de PORTO AMÉLIA (hoje PEMBA), que fica a 180 KMS.
O Aquartelamento militar era considerado suficiente e com as condições normais para o alojamento das unidades que por ali passaram.

                                         Miteda
Padrão erguido em memória de camaradas falecidos
Companhias residentes

Companhia de Caçadores   802
Companhia de Cavalaria   1508
Companhia de Caçadores  1502
Companhia de Caçadores  1803
Companhia de Caçadores  2447
Companhia de Artilharia   2446
Companhia de cavalaria    3318



Depósito de água
<< Estacionamento implantado no local onde existam duas cantinas abandonads aquando do início daguerrilha no planalto. Além das duas cantinas referidas compreende alguns edifícios de madeira cobertos a chapas de zinco.
As instalações são más e insuficientes para alojar a Companhia com um mínimo de condições>> (1)
<< Há nomes que ficam na história: MUCABA, MUEDA; NAMBUANGONGO. Mas este nome MITEDA, nada nos diz. E no entanto, quanto ele representa de coragem, espírito de sacrifício, abnegação!...
...Eles os picadores, os heróis de MITEDA, como os heróis de MUEDA, como os heróis do SAGAL, como tantos outros, merecem toda a nossa admiração. A eles pertence grande percentagem de baixas. É para eles, para esses bravos rapazes que, anonimamente, abgnadamente, à força de suor, quantas vezes com sangue, vão limpando de minas as picadas a percorrer plas colunas, que eu escrevo estas linhas.
...É para eles, e para os seus mortos e estropiados, que eu pretendo chamar a atenção dos vivos.
Povo maravilhoso, soldados extraodinários, felizes os chefes que têm a honra de comandar tão bravos soldados. (2)

(1) Batalhão de Caçadores 1937 - História da Unidade
(2) Excertos do artigo, da autoria do Major Coelho de Oliveira, inserido no Jornal do Exército nº 133 de Janeiro de 1971

                        Mocímboa da Praia


Cais de embarque de Mocímboa da Praia em 1917,  data
da sua construção
Desembarque de um Batalhão destinado a ocupar o
Norte de Cabo Delgado
Companhias residentes












Cerimónia fúnebre no cemitério da Vila
 << O Aquartelamento era constituído  por um número de edifícios com capacidade para aquartelar as Forças do Batalhão e outras dadas em reforço, bem como o material e equipamento, em condições bastante razoáveis. Localizado em suave planalto, com saídas fáceis para MUEDA, itenerário principal de reabastecimento (IPR), para as Forças que aí estavam estacionadas em operações, e para as áreas de quadrícula das subunidades do Batalhão. (1)

(1) Nelson Baptista Lopes - Uma Companhia de Caçadores no Norte de Moçambique 1967 - 1969 - Episódios de Guerra, pág. 123.

                      Mocímboa do Rovuma
Vigiando, tendo o luar como companhia
Foto de Carlos Couteiro
Companhias residentes

1ª/ Batalhão de Caçadores da Beira
Batalhão de Caçadores       729
Batalhão de Caçadores     1890
Companhia de Caçadores 1555
Companhia de Caçadores 1556
Companhia de Engenharia 1575
Batalhão de Cavalaria 1923
Companhia de Cavalaria 1729
Batalhão de Cavalaria 2848
Companhia de Cavalaria 2375
Batalhão de Caçadores      2894
Companhia de Caçadores 2621
Companhia de Caçadores 2757
Companhia de Caçadores 2664
Companhia de Cavalaria  2766
Companhia de Caçadores 2793
Batalhão de Caçadores      3834
Grupo Especial 212
Batalhão de Caçadores      3874
Companhia de Artilharia 3574
5ª Companhia de Comandos Moç.
Grupu Especial 209
Companhia de Artilharia 7253/72
Batalhão de Cavalaria 8421/73

Vista geral do Aquartelamento
<<MOCÍMBOA do ROVUMA<<, posto avançado do Exército Português, perto da fronteira com a TANZÂNIA, um impressionante exemplo de coragem que se torna necessária para vencer múltiplos factores depauperantes das resistências físicas e morais; da incerteza de caracter que se exige para se superar adversas condições de vida; do patriotismo que está na base da boa disposição com que se encaram as contingências do futuro imediato. O calor sufocante, o isolamento por meses e meses, as precárias instalações, ausência de divertimentos e de convívio, a alimentação pouco variada, o afastamento da família, os constantes riscos, são alguns dos inimigos dos militares residentes em MOCÍMBOA do ROVUMA e não só.
Apesar disso eles descobrem, dentro de si reservas de hsumanidade e renúncia, que lhes permitem acudir aos autóctones, vítimas do terrorismo - protegendo-os, defendendo-lhes os lares e as cultura, ajudando-os a construir novas habitações, transportando-lhes com frequência, oa alimentos mais cruciais>> (1)

(1) Artigo inserido na Revista "GUERRILHA" de Agosto de 1969 - da autoria de um jornalista que visitouo Norte de Moçambique.
                    

         
                        Monte das Oliveiras
Este amontoado de chapas de bidons, troncos e ramos de
árvoressão alguns dos abrigos do Estacionamemto
Companhias residentes:

Companhia de Caçadores 1584
Companhia de Caçadors   2321
Companhia de artilharia  2763

O estacionamento é deficientíssimo, necessitando as condições de habitabilidade ser grandemente melhoradas. Tem uma localização bastante privilegiada, se bem que de defesa difícil e depois de cumprir a missão, para que foi colocado no domínio do alto do MONTE DAS OLIVEIRAS, será necessário que seja mudado. 
O problema do abastecimento de água continua a depender de MACOMIA>> (1)

(1) Batalhão de Cavalaria 2923 - História da Unidade

                                Montepuez
Vista aérea
Companhia residentes:

















<<  O comando e a CCS da Unidade encontra-se instalados nos edifícios que se destinaram a uma Companhia de Caçadores e que os ajudou a construir e a apetrechar. Uma das subunidades continua a ocupar provisoriamente os edifícios da Administração em MONTEPUEZ, tendo sido  para esta Companhia que se construíu o quartel acima referido. Devido porém à necessidade de aquartelar o Batalhão viu-se privada de o ocupar, continuando com as antigas instalações.
A região que oferece melhores condições de instalações e de vida no Subsector é, sem dúvida, a de MONTEPUEZ. >> (1)

(1) Batalhão de Caçadores 1873 - História da Unidade

Capela Militar, construída pelo BCAÇ 1873
Cemitério da Vila - Cerimónia fúnebre de um militar
Muaguide
Alojamentos feitos de bambu e de matope
Companhias residentes:

Companhia de Artilharia  1599
1ª/ Batalhão de caçadores 20
Grupo Especial 201
3ª/Batalhão de Caçadores 4812/73

Neste  Estacionamento, ocupado inicialmente pela Companhia de Artilharia 1599, não permaneceram muitas Unidades, a nível de Companhia, durante os 10 anos de conflito. Por essa razão, pouco evoluiu em termos de alojamentos, cuja construção, iniciada por aquela Unidade, era feita com rudimentares materiais: Bambu e matope.

                                  Mucojo
Foto de 1968
Companhias residentes:

Companhia de Caçadores 1569
Companhia de Caçadores 1711
9ª Companhia de Comandos

Em MUCOJO foram apenas três Unidades que ali estacionara. Face à sua localização, junto ao Litoral.uma guarnição ao nível de Pelotão era suficiente para a sua defesa

                                     Muera


Vista aérea

Companhias residentes:

Companhia de Artilharia 2744
Grupo Especial 201
18ª Companhia de Comandos


Sala de jantar
Encontrava-se nos planos dos estrategas da OPERAÇÃO NÓ GÓRDIO, que se previa alcançasse grande sucesso, a instalação de três quarteis nas antigas bases da Frelimo no Núcleo Central. Todavia, foi decidido guarnecera apenas uma delas, a base NAMPULA, tendo sido dado o nome de MUERA a esse Aquartelamento.
Foi, no entanto, efémera (cerca de 10 meses) a permanência das tropas Portuguesas naquele inóspito local. Coube à Companhia de Artilharia 2744, ao "fechar a porta", lançar fogo às precárias instalações ali construídas durante a sua permanência.  


                                  MUEDA     
Cemitério de Mueda em 1966
Companhias residentes:




  















20 de Janeiro de 1974
Ataque da Frelimo a Mueda com morteiro de 122mm


>> MUEDA identifica-se completamente com a subversão em Moçambique, e ao falar-se nesta pensa-se imediatamente naquela.
Por ser o coração das operações contra a subversão foi a localidade onde permanrci mais tempo nas minhas visitas.
(...) De todos os Batalhões que tiveram a sua base em MUEDA foi este, sem dúvida, o mais sacrificado até hoje.>> (1)

(1) Discurso improvisado do General Costa Gomes aquando da sua visita ao Batalhão de Artilharia 2846, História da Unidade.

20 de Janeiro de 1974
Resultado do ataque da Frelimo a Mueda
MUEDA, " capital da Guerra". Assim se apelidava esta região, uma vez que a guerra subversiva (assim designada pelos portugueses) aqui se instalo intensamente, desde o início até final do conflito armado. A proximidade com a Tanzânia permitia que a Frelimo se infiltrasse com relativa facilidade, em território português, através do Rio Rovuma, que servia de fronteira entre os dois países.
Já em 1917, aquela fronteira natural foi transposta pelos alemães com o objectivo de invadir o Norte de Moçambique, a fim de se dirigirem para sul como fez a Frelimo, meio século depois.



Estas duas gravuras, separadas por cerca de 40 anos, (1967 - 2004)

mantêm viva a História de Moçambique,

que é o mesmo que dizer a História de Portugal.








Os alemães comandados pelo General Von Lettow Vorbeck, espalharam-se pelo norte da província atacando as guarnições portuguesas ali existentes, tendo-se travado dura batalha em NEGOMANO, entre os invasores e as nossas tropas.
Todavia, e face ao grande diferencial bélico dos alemães, estes saíram vitoriosos, deixando no terreno muitas vítimas.
MUEDA, anos mais tarde, homenageou aqueles bravos que heroicamente perderam a vida em NEGOMANO, erigindo, em sua evocação, este memorial onde se pode ler: A Pátria reconhecida aos que por si honrosamente morreram no combate de NEGOMANO em 25-XI-1917"

                             MUIDINE
Vista aérea. À Direita, a lagoa que abastecia de água o
Estacionamento. A sua qualidade era má
Companhias residentes:

Companhia de Artilharia 3506
Companhia de Caçadores 4243/72
3ª/ Batalhão de Caçadores 5013/73

Este Estacionamento, situado entre NANGADE e PUNDANHAR, foi construído com a finalidade de substituir o de TARTIBO que, entretanto, por ordens superiores fora abandonado pela CCAÇ 3506. As instalações, tais como as de TARTIBO, eram muito precárias.

                              MUIDUMBE
Padrão deixado em Muidumbe pelaCCAÇ 1504
Companhias residentes:

1º/ G.Art.Camp. de Nampula
Batalhão  de Caçadores 15
Companhia  de Caçadores 803
Companhi de Cavalaria 1510
Companhia  de Caçadores 1804
Companhia  de Caçadores 1504
Companhia  de Caçadores 2449
Companhia  de Artilharia 2648
Companhia de Cavalaria 3319

Raúl Solnado em Muidumbe


<< Este Estacionamento está situado junto ao Posto Administrativo do mesmo nome. Utiliza em parte instalações do referido Posto e cantinas abandonadas.
Compreende construções  de carácter definitivo e outras de carácter precário, com cobertura de zinco.
Os edifícios comportam, em condições deficientes, o efectivo da Companhia.
As instalações sanitárias são precárias e a maior parte improvisadas.
Quanto à defesa, a dispersão não ordenada dos edifícios cria dificuldades pela extensão e serviço de segurançça a manter. Possui abrigos e rede de arame farpado.
O campo de aviação permite aterragem de aviões tipo Dakota.>> (1)
<< No início de Dezembro de 1964, os guerrilheiros da Frelimo atacaram o Posto Administrativo de MUIDUMBE utilizando pela primeira vez armas automáticas e granadas foguete.>> (2)

(1) Batalhão de Caçadores 1937 - História da Unidade
(2) Anos da Guerra Colonial (1961- 1974) fascículo 14 Ed Jornal "24 Horas"

                MUTAMBA dos MACONDES
Vista aérea da Mutamba. Em redor do Aquartelamento
vêem-se as pequenas barracas onde as praças dormiam.
À esquerda, a pista de aviação.
Companhias residentes:

Companhia  de Caçadores    71
Companhia de Caçadores  1618
Companhia  de Artilharia  2329
Companhia  de Caçadores 2419

<< As condições de vida  na MUTAMBA dos MACONDES eram muito ingratas e até penosas. O isolamento era total e o espaço muito limitado. Não havia aldeamento e as instalações eram muito más, pois os homens viviam debaixo do chão em pequenas barracas que não lhes proporcionavam o descanso que a actividade opercional exigia. Havia uma pista muito deficiente que várias vezes teve que ser reparada pelos homens da Companhia.>> (1)
<< A nossa chegada à MATAMBA dos MACONDES marcou o início de um rosário de surpresas para que não vínhamos preparados.>> (2)

(1) Companhia de Caçadores 1618 - História da Unidade
(2) Companhia de Caçadores 2419 - História da Unidade

                             NAIROTO
Um jovem leão descansando na parada.
Companhias residentes:

2ª / Batalhão de Caçadores   20
Companhia  de Caçadores 1671
Companhia de Caçadores  2303
Companhia  de Caçadores 2447
Companhia  de Caçadores 2666
Grupo Especia    202
Companhia  de Caçadores  3311
Companhia de  Caçadores  3397
2ª/ Batalhão de Caçadores  4812/ 73


 NAMBUDE
Visita do Ge. Kaúlza de Arriaga a Nambude
Companhias residentes:

Companhia de Caçadores  1473
Companhia de Caçadores  1672
Companhia de Caçadores  1633
Companhia de Caçadores  2303
Companhia de Caçadores  2304
Pelotão Canhão sem Recuo 1201
Pelotão Canhão sem Recuo 1202
Companhia de Caçadores 2515
Pelotão Canhão sem Recuo 2134
Grupo Especial 204
Companhia de Caçadores 2704
Companhia de Caçadores 3473
Companhia de Caçadores 4542/72


Placa alusiva à construção da pista de aviação
<< NAMBUDE, localizado num suave planalto, está rodeado de mata onde abundam enormes cajueirose outras árvores de grande porte. Não existe água potável, o que é um grande inconveniente.
É constituído por alguns edifícios destinados aos serviços administrativos, a guardar o material de guerra, aorefeitório e alojamento dos graduados, e duas casernas semi-enterradas para alojamento de algumas praças, enquanto as restantes têm que dormir em abrigos escavados no solo.
Estas casernas não possuem qualquer sistema de drenagem e, quando vêm as grandes chuvadas, as inundações são constantes>> (1)

(1) Nelson Batista Lopes - Uma Companhia  de Caçadores no Norte de Moçambique 1967 - 1969 - Episódios de Guerra. Pág 149



                             NANCATARI

Vista aérea
 Companhias Residentes:

Companhia de Cavalaria    756
Companhia de Cavalaria  1509
Companhia de Caçadores 1805
Companhia de Caçadores 1503
Companhia de Cavalaria  2389
Companhia de Cavalaria  2450
Companhia de Artilharia  2717
Companhia de Artilharia  3501
Companhia de Caçadores 4153/ 73
<< Nessa altura soube-se a notícia: NANCATÁRI, um nome que pele primeira vez soava aos ouvidos de todos. Como era? Como seria? Uma incógnita.
(...) A impressão causada pelo Aquartelamento não era à primeira vista animadora. Diversas casernas mostravam bem o que tinha sido a consequências do último ataque "terrorista".
Seis edificações com um só piso , faziam parte do Aquartelamento, sendo três destinadas às casernas dos soldados, uma à dos Sargentos e depósitos de géneros. De um outro edifício fazia parte a secretaria . messe dos Oficiais e Sargentos, bar, arrecadação de material de TMS e cozinha. A completar o círculo que formavam os seis edifícios encontrava-se a enfermaria, caserna de Oficiais, Sala de Comando e Posto de TMS.>>> (1)

(1) Companhia de Cavalaria 2389 - História da Unidade.



                       
                                NANGADE
Cartaz anunciando a visita de Aida Baptista
Aida Baptista em Nangade em Junho de 1969,
a actuar para a CCAV. 2376
 Companhias Residentes:

CCAÇ   688                                   GE 205

CCAÇ 1479                                    CENG 2686
CCAÇ 1557                                   CCAÇ 2704
GE 210                                           CART 2745
CCAV 1728                                   28ª CCAMDS
CCAV 2376                                   BART 3876
CCAÇ 2622                                   CENGª 3529
CCAV 2766                                   CART 3506
GE 206                                           BART 5013/73
BCRT 2918                                    2ª/ BART 5013/73
CCAÇ 3309                                   4ª/ GRUPO ART.CAMPANHA 6
                                                       CENGª 9146/ 73


Vista aérea
<< Este Aquartelamento, situado nas margens do RIO ROVUMA, é Sede do Posto Administrativo do mesmo nome. Era já do anterior ocupado pela Companhia de Caçadores 688. Dispunha de poucas possibilidades de alojamento para todo o pessoal.
Desde o início da ocupação houve o problema da água pois que, por falta de ocupação de um motor num furo já anteriormente aberto, a sub-Unidade tinha que ir buscá-la diariamente a 10 Kms da base, o que implicava o empenhamento duma escolta de pelotão.(1)

(1) Batalhão de Caçadores 729 - História da Unidade

                                                      NANGOLOLO
A Igreja de Nangololo transformada em quartel
Companhias Residentes:

CCAÇ NAMPULA                      23ª CCMDS

BCAÇ 1878                                  BART 2901
BCAÇ 1937                                  CCAÇ 2665
CCAÇ 1805                                  BCAV 3837
CCAÇ 1571                                  CCAV 3319
CCAÇ 2448                                  PEL REC 3010
17ª CCMDS                                  32ª CCMDS
18ª CCMDS                                  CART 3573
BART 2862                                  CCAV 3561
CCAÇ 2794                                  CART 7256/72
1ª CENGª                                      CART 7258/73
Campa do Padre Danielnocemitério de Nangololo
O Padre Daniel foi assassinado por guerrilheiros
em 24 de Agosto de 1964.
<< O Estacionamento de NANGOLOLO é constituído pelas instalações da antiga Missão católica de missionários holandeses.
Compreende vários edifícios de construção definitiva, entre os quais uma grande Igreja, espalhados por uma área de aproximadamente 400x100m.
Possuiinstalações suficientes para o efectivo normal do Comando e CCS e de FC aqui destacada. A Igreja pode alojar uma companhia, sendo nela que habitualmente são instaladas as Forças de Intervenção que actuam no Subsector.
A extensão do estacionamento e a disposição desordenada dos edifícios favorecem a defesa em caso de ataque com armas pesadas, mas dificultam-na em caso de assalto dado o pequeno efectivo da guarnição.
A pista de aviação permite a aterragem de aviões dos tipos DORNIER e AUSTER  >>(1)

(1) Batalhão de Caçadores 1937 - História da Unidade

                                 NAZOMBE

Vista aérea

Companhias Residentes:

Companhia Artilharia  2746

Companhia Caçadores 3311
Companhia Caçadores 3497
Grupo Especial 209


Imagem captada em 2004, do antigo Estacionamento
<< Aquando da ocupação desta área, em Setembro de 1970, pelas forças da CART 2746, existiam na localidade de NAZOMBE alicerces (destruídas as construções pelo IN) de escola casa do Professor, enfermaria e casa do Régulo.
Existe uma pista de aterragem nesta localidade com comprimento superior a 700 metros, só permitindo aterragem a aviões ligeiros na época seca, dadas as más condições do seu piso>> (1)

(1) Companhia de Artilharia 2746 - História da Unidade

                              NEGOMANO
Vista aérea
Clik aqui para leres a crónica MOÇAMBIQUE NA 1ª GUERRA MUNDIAL

Companhias Residentes:

2ª Batalhão de Caçadores da Beira

Companhia de Caçadores 1555
Companhia de Caçadores 1556
Companhia de Cavalaria  1730
Companhia de Cavalaria  2377
Companhia de Caçadores 2620
Companhia de Caçadores 3311
Companhia de Artilharia  2746
Companhia de Caçadores 3496
2ª/ Batalhão de Cavalaria 8421/73

Numa das largas dezenas de consultas que efectuámos a Histórias de Unidades que estacionaram em Cabo Delgado, lemos o relato de um ataque da Frelimo ao aquartelamento de NEGOMANO, em 28 de Fevereiro de 1974, que deveras nos impressionou face ao armamento e efectivo empregue por parte do IN. Por acharmos oportuno e demonstrar o que muitas vezes já afirmámos quanto à capacidade das NT se defenderem, não resistimos em respigar algumas passagens extraídas do relatório da 2ª/ Batalhão de Cavalaria 8421/73.
Refira-se que a Companhia tinha recebida uma mensagem do COM SEC "B" às 23h30 do dia 27 alertando-a para eventual ataque ao Aquartelamento.
<< Pelas 04H30 do dia 28/2/74 ao sinal de um very light o IN o IN iniciou o fogo de foguetões 122, canhão S/R, morteiro 82, RPG 2 e metralhadora anti-aérea provenientes de 3 bases situadas a E, SE e SW.
(...) O pessoal já estava instalado nas suas posições em regime de alerta e responderam de imediato ao fogo IN, que começou com morteiro 81 e 60, metralhadoras e armas ligeiras. 20% do fogo IN  atingiu o aquartelamento e o restante caiu fora do arame farpado, Rio ROVUMA e TANZÂNIA. Mantiveram esta cadência viva de fogo de armas pesadas durante 20 minutos, iniciando em seguida o fogo de armas ligeiras ao sinal de novo very light mantendo as armas pesadas em cadência mais lenta para cobrir o avanço das forças que se destinavam ao golpe de mão, Estas forças com cerca de 150 indivíduos avançaram em linha pela pista velha ao mesmo tempo que gritavam " entrem que são Checas" e "vai para a Metrópole" Todos estes elementos. Toos estes elementos foram detidos pelo lançamento de granadas de mão e fogo de armas ligeiras.
(...) Em virtude da reacção excepcional de todos os elementos da Companhia o IN foi forçado aretirar cerca das 06H30, com algumas baixas confirmadas e 13 mortos.
As NT nada sofreram a não ser um civil ferido, natural de NAGOMANO.

                                  OCÚA


" Porta de Armas
Companhia Residente:

Companhia de Caçadores 614

Esta localidade situa-se namargem esquerda do Rio LÚRIO, no extremo Sul do Distrito de Cabo Delgado. Dista de PORTO AMÉLIA, hoje PEMBA,  cerca de 150 Kms.
<< Uma antiga fábrica de algodão da Companhia dos algodões de Moçambique foi adaptada a quartel (1),o qual albergou apenas segundo as nossas pesquisas uma Unidade militar a nível de Companhia a CCAÇ 614, que tinha à sua responsabilidade uma vasta área de patrulhamento compreendida entre os rios MESSALO e LÚRIO">>

(1) Companhia de Caçadores - História da Unida


OMAR

Picada Omar - Mueda
Companhia Residente: 

Companhia de Caçadores  2621
Companhia de Caçadores  2664
Companhia de Caçadores  2793
Companhia de Caçadores  3310
4ª CCMDS Moçambique
1ª CCMDS Moçambique
1ª/Batalhão de Cavalaria 8421/73
Omar, ida à água
<< OMAR era um Aquartelamento português instalado em local onde anteriormente apenas existira uma pequena povoação de Macondes. A sua criação integrou-se no dispositivo montado para a OPERAÇÃO FRONTEIRA, que pretendia, na sequência da OPERAÇÃO NÓ GÓRDIA, isolar o planalto dos Macondes da Tanzânia.
O acessoa a OMAR era feito a partir de MUEDA, por picada de terra batida, aberta em zona de savana, onde se registava grande actividade militar da Frelimo.
Atingir OMAR com uma coluna, era por si só, um feito (1)
Soldados Portugueses, feitos prisioneiros em OMAR
a 1 de Agosto de 1974, a caminho da Tanzânia
CLIK  PARA LER AS SEGUINTES CRÓNICAS:

MOÇAMBIQUE NA 1ª GUERRA MUNDIAL                                                                                  

      A TRAIÇÂO DE OMAR, FEZ CORRER LÁGRIMAS A SPÍNOLA



(1) Guerra Colonial - Angola, Guiné e Moçambique - Edição Diário Notícias. Pág. 403

                           

                                          



    PALMA
Vista aérea
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores Mocímboa da Praia

Grupo Especial  206
Pelotão Apoio Directo  2280
Pelotão de Intendência   220
Pelotão de Intendência 3109
Pelotão Apoio Directo 9773/72
Dep.Av Mat. Engº de Mocímboa da Praia
3º Destacamento Terminal
Em 1973



Em 2004

<< Em 1965 a Companhia de Caçadores de Mocímbia da Praia transferiu-se para PALMA, aí permanecendo até final da guerra, 1974.
Inicialmente as condições de habitabilidade eram precárias, pelo que foi decidido construir um quartel, a partir de 1968.
PALMA dista 86 Kms de MOCÍMBIA da PALMA e a picada que faz a ligação entre estas duas localidades ficou, mais tarde, intransitável, face ao grande número de minas e emboscadas que o IN montava.
Em 1973 foi vítima de um violento ataque por parte da Frelimo>> (1)

(1) Elementos cedidos por Ilídio Santos Costa
                     
           PORTO AMÉLIA
Monumento erigido em honra de D. Amélia de Bragança
Rainha de Portugal, nome com que foi baptizada esta cidade
Companhias Residentes:


CCAÇ Porto Amélia        C. Agrupamento 1985
Hospital Militar 338         Pel. Canhão/S Recuo 1201
Pel. Automacas 35           10ª C. Comandos
Dest. Intendência 340      Pelotão Intendência 2020
Dest. Int. Móvel 662        Comando Agrupamento 2962
Com. agrupamento 23      C. Artilharia 2763
Estação Postal   34           1ª Companhia Intendência
Posto Correio 114            PAD 2097
C .Engenharia 651           Dep. Mat. Engª P.Amélia
Com. Agrupamento 25    Com. Agrupamento 3954
Dest. Intendência 1080    ECAV 1
D.Av. Munições P.A       Comando Agrupamento 4243/72
Dest. Reab. Mat. Trans.   CCAÇ 4243/72
BCAÇ 14                         CART 7256/72
Com. Agrupa.  1981        3º Terminal Transporte

Porta de armas do quartel do BCAÇ 14

A cidade de PORTO AMÉLIA, capital do Distrito de Cabo Delgado, encontra-se situada num dos melhores portos da costa oriental de África.
Convém referir que face à configuração do território, rapidamente se compreendeu que era desajustado manter em Lourenço Marques o apoio logístico às zonas do norte da província. Por esse motivo, a estrutura foi descentralizada cabendo a PORTO AMÉLIA, além da BEIRA e NACALA, acolher um desses depósito - base, o qual foi preponderante no apoio prestado a todas as Unidades que, ao longo dos anos, foram sucessivamente ocupando o Distrito de Cabo Delgado.


                              PUNDANHAR
Vista aérea. É bem visível a Picada para Nangololo
Companhias Residentes:

Companhia de caçadores de Marrupa
Companhia de Caçadores 1557
Companhia de Caçadores 1567
Companhia de Artilharia 2328
Companhia de Cavalaria 2417,
Companhia de Caçadores 2513
Companhia de Caçadores 2703
Grupo Especial 214
Companhia de Caçadores 3472
Companhia de Caçadores 4542/72
1ª/Batalhão de Caçadores 5013/73

<< A Companhia de Caçadores de Marrupa, em 26 de Agosto, deslocou-se, para a nova base, sede do Posto Administrativo pertencente à Administração de PALMA. Aqui existiam do anterior 5 casas de alvenaria as quais foram aproveitadas para instalações dos primeiros orgãos do Comando. A Companhia procedeu à organização do terreno e o pessoal ficou alojado em abrigos enterrados com coberturas de capim. Foram construídos alpendres para refeitórios e cozinhas. Esta base possuía uma bomba de água. Não tinha luz eléctrica>> (1)
(1) Batalhão de Caçadores 729 - História da Unidade 
                              QUITERAJO

Na construção do novo quartel
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 1569
Companhia de Artilharia  1627
Companhia de Artilharia  2386
Companhia de Caçadores 2321
Companhia de Caçadores 2423
2ª/Batalhão Caçadores 20
21ª Companhia de Comandos

<< Ainda no início da sua estadia no subsector, esta companhia, Companhia de Artilharia 2386, deu imediatamente incremento às obras para a construção do seu quartel que era constituído por edifícios improvisados e muito precários. Assim procurou levar a efeito, segundo o projecto de quarteis improvisados, a prepração do terreno para as novas instalações.
(....) a companhia até Agosto se encontrava alojada em edifícios dispersos, mudou para uma nova área ficando então mais concentrada. Alojam-seos militares em barracas de campanha e alguns em barracas cónicas. Foram construídos abrigos contra morteiros. Inicia-se a construção do refeitório e cozinha e quatro casernas paraalojamento das praças. (1)

(1) Batalhão de Caçadores 2837 - História da Unidade.
                                
                               TARTIBO

Vista geral do novo Tartibo

Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores de Marrupa
Companhia de Artilharia  2745
Companhia de Caçadores 3309
Companhia de Artilharia  3506

Posto de defesa de Tartibo velho
<< A primeira base ocupada pela Companhia de Caçadores de MARRUPA, TARTIBO, também conhecida por NAMUNDA, não dispunha de quaisquer condições de alojamento>> (1)
<< Nos olhos de cada um via-se um ar  de tristeza e abatimento psicológico por nunca se ter idealizado que o TARTIBO era uma quadrado com pouco mais de 80 metros de lad, as instalações eram em zinco e barracas de lona de campanha, não havia camas nem colchões, somente a paisagem para a Tanzânia, que fica a menos de de dois Kms e meio de distância nos absorveuum pouco o pensamento. Oassámos desde então ao isolamento>> (2)
Este Estacionamento passou por duas fases muito distintas, pelo facto de, decorrido algum tempo após a sua ocupação, ter que ser transferido para outro local, já que o primeiro, por se situar junto a um rio, ficava alagado em tempo de chuvas. Por vezes os soldados tinham que dormir em cima das árvores. Coube à Companhia de Caçadores 3309 a tarefa de mudar o Estacionamento.

(1) Batalhão de Caçadores 729 - História da Unidade
(2) Companhia de caçadores 3506 -  História da Unidade

                    TOMA DE NAIROTO

Fila para a água
Companhias Residentes:

Companhia de Artilharia  1627
Companhia de Caçadores 1503
Companhia de Artilharia  1599
Companhia de Caçadores 1670
Companhia de Caçadores 2304
Companhia de Caçadores 2449
Companhia de Caçadores 2644
Companhia de Caçadores 3310
1ª/Batalhão de Caçadores 4812/73


<< No TOMA de NAIROTO teve de fazer também um quartel completo uma companhia, CART 1627, visto que ali só era possível alojar um pelotão.>> (1)
<< A par dos muitos patrulhamentos, foi exercida acção psicossocial sobre a população de TOMA de NAIROTO. Saliente-se neste aspecto a assistência sanitária prestada pelos enfermeiros da Companhia>> (2)

(1) Batalhão de Caçadores 1873 - História da Unidade
(2) Batalhão de Caçadores 2449 - História da Unidade

                       DESTACAMENTOS


Escreveu o autor deste livro, Manuel Pedro Dias:

Quando iniciámos, a pesquisa de elementos com que iríamos ilustrar estas páginas, fomos confrontados, ao longo da mesma com nomes que nunca tínhamos ouvido falar, os quais anotámos para efectuar posterior consulta no sentido de nos esclarecermos que Aquartelamentos eram esses e qual a sua localização no território
Recorremos então ao Arquivo Histórico Militar  onde consultámos a História das Unidades que ocuparam aqueles lugares. 
Daí concluímos que alguns deles faziam, na verdade, parte do SECTOR "B"  - Cabo Delgado, mas a permanência das resferidas unidades naquelas zonas foi tão fugaz, por vezes apenas um mês, que não se justifica grandes referências a esse facto
Todavia, e porque estacionamento se tratava, ficaria incompleto este trabalho se, pelo menos, os seus nomes não fossem mencionados.

BILIBIZA:                       1ª /Bcaç 14 e GE 218
CHOMBA:                      CCAV 756
FAZª Leal :                      CCAÇ 1473
IMBLIO :                        CCAV 755
MEPAGA:     CCAÇ 592; 1475 e 7ª CCMDS
PONTE RIO SINHÉU:  CCAÇ  3474
PONTE RIO MUERA:   1ª/BCAÇ 15 e CCAÇ 2422
SADIMA:                         CCAÇ  615
RÚCIA:                             2ª/ BCAÇ  20



                             CENÁRIOS

                                           Dia do Pré:
A par da chegada do correio, havia outro momemto
também desejado. O recebimento do "ordenado"

Folha de salário de um militar da CCaç 1670,
destacado em Mocímboa da Praia

                                                 A Fé
Nossa Senhora de Miandica (Niassa)
No triangulo do nicho lia-se:
Nossa Senhora de Miandica, Rogai por nós
Estamos certos que muitos dos milhares de combatentes da Guerra do Ultramar, mesmo de agnósticos se tratasse, apelaram à Providência Divina na hora trágica que o perigo morava ali mesmo. Vimos também muitos, após a chegada de uma operação, onde nada acontecera, proferir: <<Graças a Deus que tudo correu bem>>. Sabemos ainda, que muitas lágrimas camufladas foram vertidas junto aos mais variados "altares", construídos em troncos de árvores ou em improvisados nichos, feitos com o material disponível, onde se recolhiam em memória de infortunados camaradas que morriam em combate. Clik aqui para ver o vídeo "A Capela dos Bidons".

Culto a Nossa Senhora de Fátima
Pouco importava que a imagem de Nossa Senhora do MAPÉ, MIANDICA; MITEDA ou NANGOLOLO, interessava, isso sim.é que ELA se encontrava ali sob o signo da FÉ e da ESPERANÇA, esperança de um regresso que se desejava o mais rápido possível.

                                             O Correio

Quando o roncar da velha DO começava a tornar-se perceptível, acontecia que a excitação aumentava no Estacionamento, porquanto se sabia que aquela aeronave transportava no seu pequeno bojo um saco de lona com um precioso conteúdo. - O CORREIO.


Pelas expressões de alegria de uns, e tristezas de outros,
dá para perceber que houve alguns "lerpanços"
 nesta distribuição de correio.

                                               LAZER

"Burricando" em terras de OCÚA

Pescando no Rio MESSALO, em NAIROTO
                               As Minas -"Arma Traiçoeira"

Rebentamento de uma mina na picada de NANGOLOLO
Evacuação dos feridos resultantes da mina anti-carro,
na foto em cima
                                               À Defesa
OMAR

                                        Lugares Emblemáticos


O cruzamento da Viúva em 2004, onde os cabritos passeiam
Durante os dez anos de conflito armado em Moçambique, muitos foram os locais que, pelas mais diversas razões, e a maioria delas por motivos não desejados, ganharam de tal forma protagonismo que, ainda hoje, em qualquer tertúlia de antigos combatentes são vivamente recordados. Cabo Delgado legou também algumas dessas referências geográficas: É o caso do famoso CRUZAMENTO da VIÚVA, o qual foi considerado como a porta de entrada para a guerra em Cabo Delgado. Este cruzamento, situado na região de METORA, era vital nas comunicações terrestres entre PORTO AMÉLIA / MACOMIA / MONTEPUEZ.
O seu nome advem de um Estabelecimento propriedade de uma viúva. Foi diversas vezes alvo de ataques de morteiros por parte da Frelimo.

A "famosa " viúva
                                      "Curva da Morte"


 Julgávamos, ao iniciar este trabalho, que a célebre "curva da morte" localizada a meio caminho da estrada que liga o CATUR a VILA CABRAL, no Distrito do Niassa, por onde andámos no ano de 1967, tinha "patente registada".
Logo nas primeiras das consultas a história de Unidades que ocuparam o Cabo Delgado verificámos que, afinal, também esta zona de guerra tinha a sua fatídica "curva da morte" situada no caminho SAGAL / DIACA.
Como facilmente se pode depreender, estes locais eram extremamente perigosos para as colunas militares que por ali transitavam, em virtude do seu traçado sinuoso, ladeado por enormes morros, ser excelente local para o inimigo dali desencadear fortes emboscadas que surtiram, por vezes, para ele, em grandes "êxitos".
Soubemos que esta área foi, mais tarde, "desmatada" permitindo, desta forma, uma maior segurança aos que por ali passavam.


Diaca - Padrão erigido em memória de 7 militares mortos em
combate numa emboscada a caminho de Mueda (CCaç 2422)

                                               Higiene
Imagem de Muera
                                                                                                                                                             Psico

Algumas crianças de ontem, homens de hoje, recordam, com uma pontinha de saudade, os tempos em que conviveram com a "sua tropa"


 

                            Imprensa Militar de Cabo Delgado




FIM




1 comentário:

antonio rosario disse...

Gostei imenso de ter visto e revisto esta pagina, recordando os muito maus momentos que passei em mocimboa do rovuma, cart 7253,mas também nem tudo foram espinhos.